Prótese Peniana: Técnica Egydio 2.0 para Disfunção Erétil

POR Dr. Paulo Egydio

Prótese Peniana- Técnica Egydio 2.0 para Disfunção Erétil

Em 2020 comemoramos 20 anos da Técnica Egydio, neste ano acontece, também, a publicação da Técnica Egydio 2.0

Em comemoração a esses acontecimentos tão importantes não só na minha vida profissional mas também na história da medicina urológica, desenvolvi uma série com quatro vídeos e blogs sobre o tema. Neste blog, você irá saber como a nova Técnica Egydio 2.0 pode ser utilizada no implante de prótese peniana. 

No primeiro blog dessa série, contei minha trajetória acadêmica e a história da Técnica, além da sua aplicação para solucionar a curvatura congênita. Você pode ler este blog clicando aqui. 

Técnica Egydio 2.0 para Disfunção Erétil

Disfunção Erétil: 

A Disfunção Erétil começa de maneira leve mas, com o tempo, transforma-se em uma disfunção moderada ou severa. Esse avanço no grau de disfunção ocorre devido à rejeição do corpo ao tratamento medicamentoso e injetável. 

Essa disfunção pode estar ligada à fibroses no tecido peniano que causam o afinamento e a diminuição do pênis. Escrevi um blog falando sobre os tipos de fibrose peniana que você pode ler clicando aqui. 

O implante de prótese peniana em pacientes com Disfunção Erétil, Diabetes, Doença de Peyronie ou até mesmo em homens que passaram por uma prostatectomia radical, não pode ser feito sem que antes se resolva os problemas de afinamento e encurtamento do pênis. 

É fundamental, antes de se implantar a prótese, que seja feita a correção da tortuosidade, do afinamento e do encurtamento do pênis causados pela fibrose peniana. Isso é possível devido aos procedimentos disponibilizados pela Técnica Egydio 2.0, que consistem em múltiplas incisões na vertical para garantir maior calibre, e múltiplas incisões na horizontal para maior tamanho. 

A reconstrução peniana permite que o paciente tenha uma prótese implantada com maior tamanho e calibre, já que os problemas de tortuosidade, afinamento e curvatura foram solucionados antes do implante.

 A combinação entre os princípios geométricos, os princípios de expansão tecidual e as aplicações das incisões, levando em consideração as características da deformidade peniana de cada paciente, permitem que o paciente receba uma prótese adequada ao novo tamanho. Ou seja, quanto mais longo o pênis após a reconstrução maior mais calibroso deverá ser a prótese a fim de oferecer melhor rigidez axial ao paciente. 

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Doença de Peyronie: 

As fibroses penianas adquiridas, conhecida como Doença de Peyronie, desenvolvem deformidades no pênis que resultam em diferentes graus de disfunção erétil. Ou seja, a intensidade da disfunção é consequência da complexidade das fibroses.

Logo, o uso da Técnica Egydio para solucionar problemas de curvatura adquirida também visa resolver o problema da disfunção erétil, visto que tais patologias estão associadas. 

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Câncer de próstata: 

Tratamentos utilizados para a cura do câncer de próstata como radioterapia, hormonioterapia ou a prostatectomia radical, estão diretamente ligados à diminuição de oxigenação peniana. 

Vou explicar melhor: todos nós temos, principalmente durante o sono, ereções involuntárias que permitem melhor oxigenação dos tecidos penianos. Se essa oxigenação não ocorre corretamente o pênis acaba por desenvolver fibroses. 

Os tratamentos para solucionar o câncer também acabam por desenvolver fibroses devido à má oxigenação no pênis que causam. Porém, nem sempre essas fibroses resultam em curvatura, muitas vezes o paciente apenas perde tamanho ou, em alguns casos, são afetados apenas com a disfunção. 

Diabetes:

O paciente com Diabetes tem uma grande propensão a sofrer com disfunção erétil progressiva, ou seja, tem dificuldade de ficar ereto e manter essa ereção até o fim do ato sexual. 

A repercussão de fibroses progressivas está associada a diminuição do pênis e perda de calibre e uma disfunção erétil aguda. É como um círculo vicioso: a disfunção erétil causa fibrose, essas fibroses, por sua vez, intensificam a disfunção erétil. 

É muito importante que o paciente e o médico que irá conduzir sua cirurgia estejam atentos à isso. Pois é comum que o paciente diabético tenha um pênis curto por conta de todos os problemas com fibroses e disfunção aqui já mencionados. 

Torna-se, então, de extrema importância que o urologista cirurgião induza uma ereção e faça uma ultrassonografia do pênis do paciente para que consiga desenvolver uma estratégia pré-cirúrgica que o permita solucionar a curvatura, a diminuição de tamanho e calibre e, consequentemente, a disfunção erétil. 

Doenças Cardiovasculares: 

As doenças cardiovasculares, como a aterosclerose, a insuficiência cardíaca, a insuficiência coronária, entre outras, são doenças que afetam todos os vasos, não somente o coração. 

Isso significa que doenças cardiovasculares também afetam a saúde erétil do paciente, causando disfunção e fibrose peniana, pois, como já dissemos anteriormente, a má oxigenação afeta a saúde do pênis. 

Pacientes com doenças cardíacas que não conseguem injetar a quantidade necessária de sangue a cada batimento  evoluem com problemas de disfunção tornando necessário o implante de prótese peniana. 

Esses pacientes são beneficiados com a cirurgia de prótese peniana, que é realizada com sedativo e anestesia local. Logo, eles não correm risco de vida, pois o procedimento é feito com materiais que prezam pelo bem estar durante e pós cirurgia. 

Todo o paciente que precisa de prótese peniana para ter resistência vertical e evitar o surgimento de novas fibroses, com qualquer patologia que ele tenha, pode ter a ereção residual preservada. 

Porém, para que esse ereção seja preservada é necessário que, ao realizar o implante da prótese, os corpos cavernosos sejam conservados. Para isso, o implante é colocado de maneira periférica, acima dos corpos cavernosos, para que eles não sejam prejudicados afetando, negativamente, a ereção residual do paciente. 

Ereção Residual: É possível ter ereção, mesmo com a prótese?

A ereção residual é o fluxo sanguíneo que enche o pênis de sangue e o esquenta, mas não é forte o suficiente para fornecer firmeza vertical. 

Então, a função do implante é fornecer essa resistência vertical, enquanto a ereção residual fornece a temperatura e o enchimento dos corpos cavernosos. 

Abaixo, você pode assistir a um vídeo onde explico detalhadamente como o uso da Técnica Egydio 2.0 pode ser associada ao implante de prótese peniana com a finalidade de solucionar a Disfunção Erétil. Assista!

Prótese Peniana: Técnica Egydio 2.0 para Disfunção Erétil

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Dr. Paulo Egydio

MD, PhD, Referência Mundial no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas. Doutor em Urologia pela USP, CRM 67482.

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