Reoperação de Prótese Peniana - É possível Reoperar a Prótese?

REOPERAÇÕES DE PRÓTESE PENIANA

Recebo com frequência em meu Consultório, casos de pacientes muito insatisfeitos que já fizeram implante de prótese com outro profissional médico e tiveram resultados mal sucedidos ou insatisfatórios. Principais causas de reoperação de implante de prótese peniana:

  • o pênis ficou muito pequeno;
  • o implante não dá a rigidez vertical adequada ou já deu, mas agora não dá mais;
  • foi colocada uma prótese de tamanho inadequado:
    – maior tamanho que o ideal e provocou extrusão (saída) do implante;
    – menor tamanho que o ideal e a glande ficou caída.

ANTES DO IMPLANTE, FUNDAMENTAL UMA AVALIAÇÃO CRITERIOSA E MINUCIOSA DA CONDIÇÃO DO PACIENTE, SE TEVE FIBROSES, PERDA DE TAMANHO, AFINAMENTO, CURVATURA. DE FORMA A CHEGAR A UM DIAGNÓSTICO MAIS PRECISO E DEFINIÇÃO DA MELHOR ABORDAGEM CIRÚRGICA E ESCOLHA DO MELHOR MODELO DE PRÓTESE.

É nesse momento que deve ter este cuidado. A experiência do urologista cirurgião especializado em implantes de próteses penianas e reconstruções penianas e que só faz isso no dia a dia, é fundamental para prevenir as complicações e conseguir o maior sucesso do procedimento, melhor resultado e maior satisfação do paciente.
Mas se o paciente acabou implantando uma prótese peniana com outro médico, com resultado mal sucedido ou insatisfatório, é possível fazer uma reoperação e tratar o problema e proporcionar a maior satisfação possível do paciente.

 

PACIENTES ME PROCURAM PARA REFAZER O IMPLATE

VEJA OS PRINCIPAIS MOTIVOS

 

  • Fez o implante e o pênis ficou pequeno ou muito pequeno

    Pouquíssimos médicos tem experiência para fazer reconstrução peniana para alongamento e recuperação de tamanho e calibre. E muitos casos que tiveram indicação de implante, o paciente teve fibroses internas, redução de tamanho, afinamento ou curvatura no pênis. Pacientes que tiveram redução do tamanho do pênis é mais comum do que se possa imaginar. E nestes casos, se fizer somente um simples implante, sem fazer a reconstrução peniana, o paciente ficará com um pênis muito pequeno e muito insatisfeito.
    Casos de perda de tamanho tem tratamento. Necessário a retirada do implante, uma reconstrução peniana para corrigir calibre, alongar e recuperar o maior tamanho possível do pênis até o limite do tamanho dos nervos, vasos e uretra e colocar um outro implante maior e mais adequado para o caso.
    O modelo e tamanho do implante serão escolhidos de acordo com cada caso em particular. Mas, pelo fato de uma reoperação ser mais predisposta a infecções (ainda mais se o paciente for diabético ou tiver alguma deficiência imunológica), é muito importante que o modelo do implante tenha um revestimento de antibióticos de fábrica ou que tenha um dispositivo especial de poros para penetração de antibióticos, para minimizar o risco infeccioso.


  • Falta de rigidez (firmeza) vertical

    O paciente fez o implante, mas não obteve firmeza. O pênis continua dobrando e escapando, independente de tamanho. O implante não ficou adequado.
    Neste momento em que vai trocar o implante, é o melhor momento para reconstruir o calibre e o tamanho e escolher o melhor modelo para o caso em questão (inflável, maleável ou articulável). Se precisar trocar o implante devido à falta de rigidez vertical, já faz tudo isso junto num mesmo ato cirúrgico. Não é só tirar um e por outro, mas sim alongar e recuperar tamanho, calibre e escolher o melhor implante.
    O modelo e o tamanho da prótese serão escolhidos para cada caso individualizado. E, como se trata de uma reoperação, mais predisposto a risco infeccioso (principalmente se o paciente for diabético ou tiver alguma deficiência imunológica), é muito importante que o modelo do implante tenha um revestimento de antibióticos de fábrica ou que tenha um dispositivo especial de poros para penetração de antibióticos.


  • Fez o implante e a glande ficou caída

    Se o paciente já fez implante e a glande (cabeça do pênis) ficou caída, grande parte destes casos é porque o implante ficou pequeno e não apoiou bem. Ou tinha uma fibrose que não permitiu que implante ocupasse todo o espaço, não dando apoio à glande. Precisa ser reoperado, criando espaço abaixo da glande, recuperando calibre e tamanho e trocar o implante anterior por um maior. Não é só fixar a glande, mas também recuperar o tamanho. Se o paciente tem glande mal fixada e tamanho bom de pênis, seria caso de somente utilizar a técnica de fixar a glande e não mexer no implante.
    Mas se ele tem perda de tamanho e a glande mal fixada, não é só fixar a glande, mas sim fazer uma reconstrução peniana com alongamento e recuperação do máximo tamanho possível até no limite do tamanho dos nervos, vasos e uretra, tratando a fibrose até a ponta, recondicionado os cilindros, corrigindo o problema da glande e da perda de tamanho.
    Para cada caso em particular, será escolhido o modelo e tamanho da prótese e, por ser uma reoperação, que tem maior risco infeccioso (principalmente se o paciente for diabético ou tiver alguma deficiência imunológica), é muito importante que o modelo do implante a ser escolhido seja um que venha com revestimento de antibióticos de fábrica ou que tenha um dispositivo especial de poros para penetração de antibióticos.


  • Fez o implante e o mesmo extruiu (saiu) pela glande (ponta do pênis)

    O médico implantou um tamanho de prótese maior que o ideal, que veio a forçar a glande, machucando, furando a mesma e saindo por ela.
    Nestes casos, é necessário uma reoperação, para retirada do implante e reconstrução peniana para recuperar calibre, tamanho e fazer reconstrução da base da glande (nos corpos cavernosos) com tela especial para reforço da área danificada e proteção para evitar nova extrusão e então implantar o tamanho mais adequado de prótese peniana.
    Nos casos de extrusão, os tecidos na ponta do pênis ficam danificados e muito fragilizados e não vão segurar o novo implante. A identificação dessa condição, seja no pré-operatório, seja durante a cirurgia, é fundamental. Assim como a experiência do urologista cirurgião ao visualizar estas condições, para poder fazer no mesmo ato cirúrgico toda a reconstrução da ponta do pênis.
    Isso tudo é identificado ou antes da cirurgia ou durante a cirurgia. Se identificado antes da cirurgia e o médico não tem experiência de fazer esta reconstrução necessária, ele não vai fazer. Então, principalmente nos casos de revisões ou reoperações, a experiência do médico urologista faz toda a diferença, escolhendo antes a melhor abordagem e técnicas cirúrgicas para cada caso em particular, a experiência em tratar estes casos diferenciados, a escolha do melhor modelo de implante e o tamanho mais adequado. E se durante a cirurgia, o médico encontrar esse problema na ponta do pênis, tem que ter experiência para fazer esta reconstrução diferenciada e necessária.

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE O IMPLANTE DE PRÓTESE PENIANA

 
Não adianta querer recuperar tamanho de pênis simplesmente colocando um maior tamanho de implante, sem fazer a reconstrução peniana (para alongar e recuperar maior tamanho), pois além de não recuperar tamanho e ficar com um pênis pequeno, tem alto risco de extrusão (saída) do implante pela glande (cabeça do pênis) e perder o implante.

Outra questão – o implante maleável, para ter boa maleabilidade (no pênis e não no implante) é uma relação entre tamanho do pênis e tamanho do implante. Então se eu recuperar tamanho do pênis, eu dou um pouco mais de folga, tendo um pênis de maior tamanho para que a maleabilidade do pênis exista. Porque se for colocado um implante maleável muito grande, a maleabilidade do pênis fica comprometida, não pelo implante, mas por uma relação de tamanho de prótese excessiva com tamanho do pênis que ficou, onde além de maior risco de extrusão, também ficará mais aparente, menos discreta.

O modelo e tamanho do implante serão escolhidos levando em consideração as particularidades de cada caso. E, por se tratar de uma reoperação, com predisposição a um maior risco infeccioso (principalmente se o paciente for diabético ou tiver alguma deficiência imunológica), é muito importante que o modelo do implante a ser escolhido tenha revestimento de antibióticos de fábrica ou com dispositivo especial de poros para penetração de antibióticos.

 

Dr. Paulo Egydio

MD, PhD, Referência Mundial no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas. Doutor em Urologia pela USP, CRM 67482.