Pós-operatório da prótese peniana: Como fica a cicatriz no pênis?

POR Dr. Paulo Egydio

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A cicatriz após a cirurgia não costuma afetar a saúde sexual nem a autoestima do homem. Porém, o foco deve ser a recuperação da função do órgão para que o sexo seja praticado com qualidade.

A aparência do pênis é um assunto que está em pauta entre os homens desde a adolescência. No pós-operatório da prótese peniana, a conversa também é comum, pois a cicatriz no pênis gera uma apreensão entre os pacientes. 

Para falar sobre o assunto, primeiramente precisamos esclarecer que a cicatrização é um processo individual. Alguns fatores, como idade, alimentação, imunidade e higienização impactam na regeneração do tecido e é por isso que alguns pacientes vão apresentar cicatrizes discretas ou não. 

Felizmente, há formas de minimizar as cicatrizes que possam incomodar os homens. 

Uma técnica adequada para o implante de prótese peniana costuma trazer bons resultados em termos de cicatrização. Por isso, todo cuidado é pouco, tanto no intra quanto no pós operatório. 

Como é a cirurgia de implante peniano? 

Quando o paciente não responde ao tratamento clínico, a colocação de implante peniano é indicada para corrigir a falta de rigidez penetrativa e recuperar a função sexual. 

Muitas vezes esse problema está associado à Doença de Peyronie, uma patologia que causa deformidade peniana, e ambas cirurgias podem ser realizadas em conjunto. Nestes casos, em uma única cirurgia é possível reconstruir o pênis e, na sequência, colocar a prótese para disfunção erétil.

Descubra quais são os sintomas da Doença de Peyronie. 

O objetivo da Técnica Egydio é fazer incisões baseadas em princípios geométricos no pênis para expandir as fibroses, alongar o tecido do pênis e corrigir afinamentos e/ou perda de tamanho a partir do relaxamento dos tecidos. Conheça mais sobre a Técnica Egydio.

Uma vez otimizado o volume do pênis, será possível colocar uma prótese maior e mais calibrosa (respeitando a anatomia do paciente), que tem como objetivo dar maior sustentação e firmeza para o pênis. Para isso, o cirurgião deverá expandir os tecidos penianos até o limite dos nervos, vasos e da uretra na etapa cirúrgica anterior. 

Como funciona o processo de cicatrização?

A cicatrização de órgãos e tecidos é comum a todas as feridas, sejam elas acidentais ou intencionais, e, portanto, também no pós-operatório da prótese peniana. Saiba como é o pós-operatório da cirurgia

O processo cicatricial é dividido em três fases: inflamatória, proliferação ou granulação e remodelamento ou maturação, conforme mostra o artigo de revisão “Cicatrização de feridas” de pós-graduandos da Universidade Federal do Paraná.

A primeira fase se inicia logo após a lesão, quando o organismo lança mais plaquetas para a região, estancando a lesão, e começa a produzir a fibrina, substância que liga os coágulos. Até o terceiro dia, os glóbulos brancos intensificam a defesa da região, e é nesse período que a lesão fica inflamada, em seu pior aspecto. Logo depois aparece a famosa “casquinha”.

A fase proliferativa ocorre por volta do 4º e 15º dia após a lesão. É quando entram em ação os fibroblastos, células epiteliais essenciais para a produção de colágeno, que começam a regeneração da região. Ocorre uma rica vascularização, deixando a pele vermelha e por vezes ardente. 

Na última fase do processo, que pode levar meses para ser concluída, o colágeno, aliado a outras células, forma novas fibras, que se juntam para fechar definitivamente a lesão. 

É somente quando a última fase estiver concluída que será possível dizer se o paciente apresentará cicatriz - e qual será o aspecto. 

É possível evitar a cicatriz no pênis?

O emprego correto da técnica cirúrgica, tem se mostrado eficaz não apenas para recuperar a saúde sexual dos pacientes que se submetem ao procedimento, mas também para uma boa a aparência do pênis no quesito de cicatrização. 

Existem quatro tipos de incisão: subcoronal, penoescrotal, infrapúbica e linha-média. Elas podem ser usadas para implantes penianos e cada uma delas tem suas vantagens e desvantagem em relação à cicatrização e a exposição das estruturas penianas. 

A incisão subcoronal associado ao desenluvamento peniano, é a via de acesso que mais expõe os tecidos, com o objetivo de facilitar o tratamento das fibroses em toda a haste do pênis. Trata-se de uma incisão similar à postectomia, conhecida também como cirurgia da fimose. 

Cirurgia de FimoseFoto 1. Esquemático exemplificando uma cirurgia de fimose.  

Inclusive, os homens que já se submeteram a esse procedimento no passado podem ser operados a partir da mesma incisão. Estima-se que 77–83 % dos homens nos Estados Unidos já passaram pela circuncisão. 

Além disso, os pontos são dados com fio absorvível, que não precisam ser retirados no pós-operatório.

O resultado pós implante de prótese peniana, em geral, determina uma cicatriz discreta. Há vezes em que a cirurgia sequer deixa marcas e são raríssimos os casos de cicatrizes grosseiras. Como explicamos lá em cima, é um processo que varia desde a experiência do cirurgião, até a resposta cicatricial individual de cada paciente. 

Para além da aparência física do órgão genital, a real preocupação dos homens que vão passar pelo pós-operatório da prótese peniana deve ser a funcionalidade, para que seja possível retomar a vida sexual. 

Não deixe de conversar com o seu urologista para sanar todas as suas dúvidas e alinhar as expectativas também sobre a cicatriz após a prótese peniana.

Assista ao vídeo onde o doutor Paulo explica como melhorar a aparência do pênis na hora de fazer a cirurgia.
Cicatriz no Pênis

 

Compartilhar com o urologista as suas questões sobre impotência sexual ou disfunção erétil é fundamental para receber o tratamento adequado e, ainda, retomar a saúde sexual. 

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A estratégia cirúrgica publicada pelo Dr. Paulo Egydio, conhecida como Egydio’s Technique, faz parte das diretrizes da Associação Americana de Urologia (AUA), Associação Canadense de Urologia (CUA)Associação Européia de Urologia (EAU).

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Para conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido na clínica pelo Dr. Paulo, confira:

Dr. Paulo Egydio

MD, PhD, Dedicado no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas. Doutor em Urologia pela USP, CRM 67482, RQE 19514. - Vencedor do Debate do Sobrevivente da AUA em 2019.

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