Pênis torto é normal? Saiba porque o pênis está ficando curvado

POR Dr. Paulo Egydio

POR QUE O PENIS CURVA

Quem está observando mudanças em seu membro pode estar se perguntando: será que ter o pênis torto é normal? Esta é a dúvida que vamos responder neste blog, além de explicar porque isso acontece e como solucionar. 

Ter o pênis torto é normal, ou, pelo menos, mais comum do que imaginamos, mas toda curvatura exige um acompanhamento, que é feito por um urologista. 

A Sociedade Brasileira de Urologia afirma que o problema atinge cerca de 10% dos homens, mas a incidência pode ser ainda maior e chegar a 20,3% da população masculina.

Qual é a curvatura normal do pênis?

Mais importante do que conhecer o grau de curvatura, o paciente deve ficar de olho nos impactos que a curvatura traz. 

Isso porque, em um pênis longo e fino, por exemplo, qualquer desvio mínimo pode desestruturar a firmeza e rigidez vertical do membro. Se o pênis for mais calibroso, um mesmo grau de tortuosidade tende a ser quase imperceptível.  

Logo, podemos dizer que em alguns casos a tortuosidade não impede o homem de manter uma vida sexual satisfatória. 

Interpretamos uma curvatura como importante quando a capacidade de penetração do pênis é comprometida ou se, mesmo quando o membro penetra, ele dobra e escapa durante o sexo. 

Por que alguns homens têm o pênis torto? 

Existem algumas doenças que atingem o pênis e deixam o membro torto, além de causar outros sintomas, como afinamento, perda de tamanho e disfunção erétil. Essas doenças podem ser de origem genética ou adquirida.

Se o membro é torto desde o nascimento - geralmente, isso é notado na adolescência - a doença tem origem genética e é o que chamamos de curvatura congênita ou curvatura do jovem

Quando o jovem inicia suas experiências sexuais e essa curvatura não dificulta o momento, não é preciso fazer nada, uma vez que o membro funciona adequadamente.

Por outro lado, se o homem nasce com o pênis reto (ou um pouco curvo), mas ao longo da vida adquire a curvatura (ou se a curvatura se acentua ou se alinha), é possível que tenha desenvolvido a Doença de Peyronie

O Peyronie também pode estar associado à curvatura congênita. 

Em ambos os casos, a curvatura peniana só pode ser percebida durante uma ereção. 

O que deixa o pênis torto?

No caso da curvatura do jovem, a tortuosidade acontece porque há uma diferença na elasticidade dos tecidos desde nascença. Isso significa que um dos lados do pênis é menor do que o outro, causando um repuxamento quando o pênis está ereto. 

Essa curvatura pode ser leve e não trazer impactos à vida do paciente. Porém, é preciso ter cuidado para que a doença não evolua para Peyronie, que acentuará a tortuosidade. 

Na Doença de Peyronie, a tortuosidade é causada por fibroses que se formam devido a algum trauma no tecido peniano. E como podem acontecer esses traumas? De várias formas.

Isso pode ser gerado por um choque durante a relação sexual. A disfunção erétil, que, por sua vez, pode estar associada ao avanço da idade, diabetes, doenças cardiovasculares e outros problemas que podem atrapalhar o fluxo sanguíneo dentro do pênis, causa traumas e microtraumas

Além disso, se o pênis já está curvado, ele tende a dobrar. Uma penetração sem boa lubrificação, uma ereção por baixo da roupa, rolar por cima do pênis, entre outras situações com o pênis ereto ou semi ereto, podem ser responsáveis pelo stress mecânico nas estruturas penianas. 

É normal o pênis ser curvado para baixo?

Quando o paciente chega ao consultório, as queixas mais comuns são "meu pênis está ficando torto" ou "meu pênis entortou de repente", assustados com o que está acontecendo. 

Em casos de curvatura congênita e de Peyronie, dada a limitação na elasticidade dos tecidos, o repuxamento quando o pênis está ereto causa uma tortuosidade que pode ser para os lados, para cima ou até mesmo para baixo.

Uma curvatura considerada leve tende a não causar transtornos à vida sexual do paciente. Porém, em casos graves ou que se arrastam por muito tempo, o ângulo da curvatura pode chegar a 90° graus, inviabilizando as relações.

Como desentortar o pênis?

Seja em caso de curvatura congênita ou Doença de Peyronie, a avaliação de um urologista é imprescindível para identificar o estágio da curvatura e o tratamento ideal. 

Na curvatura congênita, é recomendado buscar auxílio médico desde cedo. Nessa fase da vida, em muitos casos, o foco é na conscientização do paciente para que a curvatura não cause problemas funcionais.

O urologista também vai orientar o paciente a pedir ajuda ao constatar que o cenário mudou e a curvatura deixou de oferecer boa resistência para a penetração, pois é frequente que o homem se isole e se sinta constrangido, evitando falar sobre o assunto e tratar a doença. 

Para a Doença de Peyronie, em sua fase inicial, o tratamento medicamentoso para evitar a progressão da enfermidade é fundamental, e pode obter resultados promissores. Existem, ainda, tratamentos com manobras, ondas de choque e Xiaflex. 

Há casos em que é necessário recorrer a uma cirurgia para corrigir a curvatura peniana.

Quando a deformidade é muito acentuada, quando há afinamento peniano, se há uma discrepância na relação tamanho X calibre, quando o tratamento clínico falha, se há fibroses intracavernosas, entre outros, existe a possibilidade do tratamento cirúrgico após a avaliação do urologista em consultório. 

Independente do tratamento adotado, espera-se que o paciente tenha uma vida sexual saudável outra vez, pois o pênis irá recuperar a rigidez necessária para a penetração acontecer. 

Quer saber mais sobre os tratamentos existentes para a curvatura peniana? Clique aqui e assista ao vídeo! 
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Ter o pênis torto é normal, mas se a curvatura incomoda e já o acompanha faz um tempo, assista o vídeo para obter mais informações e entre em contato para uma avaliação presencial. Tenho certeza que podemos ajudá-lo com essa preocupação. 

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Para conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido na clínica pelo Dr. Paulo, confira:

Dr. Paulo Egydio

MD, PhD, Dedicado no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas. Doutor em Urologia pela USP, CRM 67482, RQE 19514. - Vencedor do Debate do Sobrevivente da AUA em 2019.

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