Priapismo e Doença de Peyronie estão associados? Saiba a relação!

em 27/jun/2017 18:52:38

CASOS DE PRIAPISMO ASSOCIADOS À DOENÇA DE PEYRONIE

 

Priapismo é uma ereção prolongada, persistente e geralmente dolorosa, com duração de mais de três horas, sem estímulo físico ou pisicológico. E pode ter algumas consequências sérias, como disfunção erétil irreversível, necrose e fibrose interna dos corpos cavernosos, redução de tamanho, afinamento. E pode estar associado também a Doença de Peyronie, que seria a fibrose na membrana que reveste os corpos cavernosos do pênis e também provoca deformidades como curvaturas, afinamentos e perdas de tamanho. Em muitos destes casos, devido aos grandes efeitos colaterais do priapismo e/ou do Peyronie, com disfunção erétil severa, é necessário também um implante de prótese peniana, E SE O PACIENTE FIZER UM SIMPLES IMPLANTE SEM CORRIGIR ESTAS OCORRÊNCIAS, FICARÁ COM UM PÊNIS PEQUENO E SEM FIRMEZA, GERANDO GRANDE INSATISFAÇÃO.

No Priapismo a fibrose ocorre no interior dos corpos cavernosos, na esponja. E EXIGE UMA TÉCNICA CIRÚRGICA DIFERENCIADA PARA ESTES CASOS, que não é a mesma utilizada para outro tipo de fibrose como a doença de Peyronie. Pois por mais que faça alongamento periférico igual do Peyronie, a esponja fibrosada não estica. Então não é possível recuperar tamanho numa esponja toda fibrosada, se não mudar a técnica cirúrgica. A diferença do implante no Priapismo é que tenho que fazer uma reconstrução na esponja fibrosada, criar espaço para caber o implante, apoiando a glande até a base. Mas não é só isso. Se criar o espaço, colocando o implante no pênis menor, o paciente vai ficar muito insatisfeito por deduzir muito o tamanho do pênis. É Preciso criar o espaço, para que caiba o implante, MAS principalmente alongar a esponja. Como? É preciso fazer incisões cirúrgicas dentro da esponja para alongar a haste peniana até o limite do tamanho dos nervos, vasos e uretra, conseguindo o maior alongamento e recuperação de tamanho possível e então implantar o maior tamanho de prótese possível, visando a maior satisfação do paciente.

No priapismo, além de cirurgia periférica, é também necessário a abordagem intra-cavernosa para incisar a fibrose profundamente para alongar.

Recebo muitos pacientes que fizeram cirurgia com outro profissional médico e com resultado muito insatisfatório, pois as necroses e fibroses internas diminuem o calibre (diâmetro do pênis) e se não fizer a reconstrução de calibre as hastes da prótese peniana terão alcance limitado (não chegando no ponto ideal onde deveriam chegar, próximo à base da glande) e o pênis fica com a glande caída. E se não fizer a reconstrução para alongar e recuperar tamanho, o pênis ficará muito pequeno.

Já recebi pacientes que fizeram cirurgia com outro médico, sem estas abordagens diferenciadas, e além do pênis ter ficado pequeno, o médico conseguiu implantar somente um dos cilindros da prótese em um dos corpos cavernosos e até um certo limite e do outro lado ficou sem (gerando instabilidade e falta de firmeza), pois o médico não sabia reconstruir os corpos cavernosos que estavam com afinamento devido necroses e fibroses e implantou somente onde conseguiu e até onde conseguiu, ficando pênis instável, sem firmeza, pequeno, com aspecto ruim.

PARA O MELHOR RESULTADO E SATISFAÇÃO DO PACIENTE, FUNDAMENTAL A HABILIDADE, EXPERIÊNCIA E DOMÍNIOS DE TÉCNICAS DE RECONSTRUÇÃO PENIANA PARA CORRRIGIR TODAS AS POSSÍVEIS DEFORMIDADES (COMO CURVATURA, AFINAMENTO, REDUÇÃO DE TAMANH0), ALONGANDO, RECONSTRUINDO CALIBRE E TAMANHO MÁXIMO DO PÊNIS PARA DEPOIS IMPLANTAR O MELHOR MODELO E TAMANHO DE PRÓTESE.

A escolha do melhor modelo de prótese peniana para estes casos depende das particularidades do Priapismo e peyronie (se estiver associado) e principalmente da experiência do cirurgião, para melhor resultado e satisfação dos pacientes, inclusive para avaliar melhor custo-benefício.

Considerações sobre o melhor modelo de prótese a ser utilizada:

Se na tentativa de criar um espaço no meio da fibrose para entrar um implante maleável e não consiga criar um espaço grande o suficiente para que um implante inflável possa inflar, então o modelo maleável ou articulável seria melhor, pois se colocasse um modelo inflável numa fibrose que não permite que infle o modelo inflável, o paciente teria um alto custo de implante inflável com menos benefício que teria com uma maleável ou articulável. Importante frisar que a finalidade do implante, independente do modelo, é oferecer rigidez vertical para capacidade de penetração. Se  reconstruir o pênis e criar um espaço maior dentro, é possível colocar um implante maleável ou articulável mais grosso, que chega muito próximo do resultado de um inflável. Assim, depende da experiência do cirurgião para escolher o modelo de melhor custo-benefício para cada caso em particular. Podendo usar um maleável ou articulável com o benefício do inflável, mas com custo muito melhor.

No priapismo (associado ou não ao Peyronie), o implante visa abordar tamanho, calibre e o melhor modelo de implante com custo-benefício, sem perder resultado final e com maior sucesso da cirurgia, melhor resultado e satisfação do paciente.

Dr. Paulo Egydio

MD, PhD, Referência Mundial no Tratamento da Doença de Peyronie, Pênis Curvo e Implante de Próteses Penianas. Doutor em Urologia pela USP, CRM 67482.